Choque de Civilização (Analisar o contexto de surgimento e o significado da expressão “choque de civilizações” no mundo contemporâneo)
TEXTO 1
O cientista político norte americano, Samuel P. Huntington com seus estudos desenvolveu teoria denominada "Choque de Civilizações". Depois de publicada a teoria em formato de artigo, o assunto tornou-se polêmico o suficiente para o lançamento de um livro, onde sua tese é apresentada de forma mais enraizada. Esta teoria discute que as identidades culturais e religiosas dos povos serão as principais fontes de conflito no mundo pós Guerra Fria, indo na "contramão" de alguns teóricos que afirmavam que seriam os estados nacionais as únicas alternativas ideológicas vigentes depois da Guerra Fria. Ou seja, para Huntington os conflitos de grandes proporções não sucederão entre as classes sociais e sim entre os povos pertencentes a diferentes entidades culturais e religiosas. Os confrontos e disputas religiosas, ideológicas e políticas constantes entre as civilizações Ocidentais e Islâmicas, ocorrem pelo fato das mesmas serem as únicas a possuir desígnios de desenvolvimento e ambições universalistas. Isto demonstra um pensamento de Huntington que afirma que a os choques de civilizações é bem provável de não ter fim. Esta discussão iniciada por Huntington recebeu inúmeras críticas, algumas afirmando que o teórico estava induzindo confrontos por formular uma possível "profecia", outros afirmam que o mesmo tirou conclusões particulares. Porém, de fato, a teoria na verdade serve de alerta, sendo esta a verdadeira pretensão do autor. Huntington foi autor de inúmeras obras relacionadas à política e economia, mas foi com a sua teoria "Choque de Civilizações" que o cientista ganhou maior destaque, sendo este um pensamento debatido, analisado e avaliado até hoje, principalmente com os confrontos pós Guerra Fria da atualidade. (Samuel P. Huntington)
Há, entretanto, uma diferença radical em relação à Guerra Fria que se desenvolveu durante a segunda metade do século XX. A antiga URSS nunca foi a potência econômica que é a China, e os dois países à época em disputa não estavam tão interconectados financeira e produtivamente como estão agora as duas maiores economias do mundo. “Para mim, isso significa que essa guerra vai durar pelo menos tanto como aquela ou até mais. Sei que não é uma perspectiva muito bonita, mas é a que vejo”, diz Gary Hufbauer, especialista do Instituto Peterson de Economia Internacional e, principalmente, um veterano da primeira linha de fogo daquela interminável contenda com Moscou. Hufbauer, alto escalão do Tesouro dos EUA no final dos anos setenta, considera que “como aconteceu na Guerra Fria, os dois lados procurarão aliados para se reforçar, mas a China tem mais habilidade para isso. A Rússia atraiu aliados com a ocupação militar. Pequim não precisa, [o presidente chinês] Xi Jinping está usando a economia para colocar os outros países em sua órbita”. [...] A competição é pela influência mundial – a China, com sua iniciativa da Nova Rota da Seda, os Estados Unidos com o peso de seus 75 anos como superpotência –; pela inovação em áreas como a inteligência artificial e os veículos elétricos; na corrida espacial – ambos estão enviando missões a Marte com dias de diferença – e no armamento ultramoderno, seja termonuclear, convencional e quântico. Agora, também, para conseguir a vacina que ajuda a resolver a mais grave crise deste século.
TEXTO 2 - A Nova Ordem Mundial trouxe uma necessidade de reclassificar a hierarquia entre os Estados Nacionais. Os que se classificavam como países de primeiro, segundo e terceiro mundo, conforme o desenvolvimento socioeconômico, passaram a ser chamados de países do norte (desenvolvidos) e países do sul (subdesenvolvidos).Nesse caso, a linha imaginária de divisão não segue a linha do Equador, nem tampouco a divisão norte-sul cartográfica. Na verdade, os critérios de classificação são econômicos, e não geográficos.Mesmo países que se encontram no hemisfério norte, como México e Índia, são considerados países do sul (subdesenvolvidos). Da mesma forma, países localizados no hemisfério sul, como Austrália e Nova Zelândia, estão classificados como países do norte. E o Brasil nessa história toda? O nosso país também teve mudanças significantes nos campos político e econômico. A ditadura militar foi encerrada e a democracia presidencialista foi instaurada. A partir daí, os governos adotaram uma política neoliberal, que minimiza a participação do Estado na economia. Dessa maneira, o país seguiu uma tendência internacional, em que os países desenvolvidos pressionaram os subdesenvolvidos para a adoção dessa política. Algum tempo depois, o Brasil participou de duas frentes internacionais que se contrapuseram ao domínio dos países desenvolvidos. O Brasil retomou os ideais de esquerda, que também tomou boa parte da América Latina, contestando os Estados Unidos, que foram um dos maiores responsáveis pelo fracasso da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA. Então, o Brasil integrou o grupo BRICS, composto por Brasil,Rúsica Índia, China e África do Sul, que eram as principais economias emergentes. Elas se uniram de maneira informal para tomar ações estratégicas nos campos econômico e político internacional. De modo geral, podemos dizer que a participação do Brasil na Nova Ordem Mundial foi de buscar por melhores condições para a promoção do desenvolvimento. Para isso, é preciso encontrar uma forma de evoluir no plano tecnológico e industrial, com o objetivo de reduzir a sua dependência da Divisão Internacional do Trabalho. A Nova Ordem Mundial é a forma como o mundo se reorganizou após a Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim. Se antes havia uma bipolaridade política, econômica e militar, com esse novo contexto passou a existir uma uni multipolaridade.











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