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Esse é o blog da escola Madureira, nele você vai encontrar várias informações importantes sobre o ano letivo de 2021.

Feliz e abençoado ano à todos.

terça-feira, 25 de maio de 2021

ATIVIDADE - GEOgrafia

 



O Brasil no sistema internacional (Ler e interpretar mapas e gráficos para extrair informações que permitam identificar singularidades e distinções acerca da participação do Brasil e de outros países no comércio internacional)

TEXTO 1 

Porque o campo não é tão só uma sementeira de pobreza: é também uma sementeira de rebeliões, embora as agudas tensões sociais amiúde se ocultem, mascaradas pela aparente resignação das massas. O Nordeste do Brasil, por exemplo, impressiona à primeira vista como um bastião do fatalismo, cujos habitantes aceitam morrer de fome tão passivamente como aceitam a chegada da noite ao fim de cada dia. Mas não está tão longe no tempo a explosão mística dos nordestinos que lutaram junto com seus messias, extravagantes apóstolos, erguendo a cruz e os fuzis contra os exércitos, para trazer a esta terra o reino dos céus, nem as furiosas ondas de violência dos cangaceiros: os fanáticos e os bandoleiros, utopia e vingança, deram curso ao protesto social, cego ainda, dos camponeses desesperados. As ligas camponesas recuperariam mais tarde, aprofundando-as, essas tradições de luta. [...] A apropriação privada da terra, na América Latina, sempre se antecipou ao seu cultivo útil. Os traços mais retrógrados do sistema de posse hoje em vigor não provêm das crises, mas nasceram durante os períodos de maior prosperidade; ao contrário, os períodos de depressão econômica apaziguaram a voracidade dos latifundiários na conquista de novas terras. No Brasil, por exemplo, a decadência do açúcar e o virtual desaparecimento do ouro e dos diamantes tornaram possível, entre 1820 e 1850, uma legislação que assegurava a propriedade da terra a quem a ocupasse e a fizesse produzir. Em 1850, a ascensão do café como novo “produto rei” determinou a sanção da Lei de Terras, cozinhada segundo o paladar de políticos e militares do regime oligárquico para negar a propriedade da terra a quem nela trabalhava, na medida em que iam se abrindo, para o sul e para o oeste, os gigantescos espaços interiores do país. Essa lei “foi reforçada e ratificada desde então por uma copiosíssima legislação que estabelecia a compra como única forma de acesso à terra, e criava um sistema cartorial de registro que tornava quase impraticável ao lavrador a legalização de sua possessão” - VEIAS ABERTAS DA AMERICA LATINA (Eduardo Galeano) 



TEXTO 2 

Quem foram os ameríndios que povoaram o Brasil quando ele ainda não se chamava assim? Por outro lado, quem foram os tripulantes da frota de nove naus e três caravelas que nos “descobriram” em 1500? O primeiro capí- tulo do livro aborda essas duas questões fundamentais sobre a gênese colo- nial do país.Cinco séculos atrás, a região atlântica do Brasil era dominada pelos povos Tupi-Guarani. Nos sertões desconhecidos de floresta, caatinga e cerrado, ha- bitavam os Tapuia — nome pejorativo dado pelos índios da costa aos prove- nientes do interior, e adotado pelos portugueses. Tupi ou Tapuia, a invasão europeia foi uma catástrofe de terríveis proporções aos nativos da Terra de Santa Cruz. Os contatos amigáveis iniciais entre brancos e índios logo se converteram em guerras de ocupação e resistência. Coletores, caçadores e agricultores, não raro antropófagos, os povos indígenas foram obrigados a abandonar suas crenças e costumes milenares e a trabalhar como escravos, tudo ao alcance da colonização. As únicas alternativas eram a morte ou a fuga para o sertão. Começava o genocídio que reduziu os vários milhões de índios da era pré-cabralina aos atuais 800 mil, por fome, doenças e extermí- nios físicos e culturais diversos.Quando aportaram por estas bandas, os portugueses protagonistas dessa história de conquista violenta viviam em outros tempos e praticavam uma ciência diferente. Embora a náutica lusitana fosse a mais avançada no seu contexto, ainda se acreditava na existência de monstros marinhos e seres mi- tológicos como as amazonas e os centauros. Os colonizadores oficiais eram súditos fiéis a serviço da glória do rei e católicos que obedeciam ao papa: fidalgos, navegadores e exploradores profissionais, padres e comerciantes (muitos dos quais judeus e cristãos-novos). Mas também condenados, fugitivos, perseguidos e aventureiros de várias extrações para cá foram exilados ou vieram tentar uma vida melhor. As visões desses primeiros europeus sobre a Terra de Santa Cruz, sua natureza e suas gentes se alternavam entre o fascí- nio e o horror, o paraíso e o inferno. Os nomes também se alteraram: Terra de Santa Cruz, em homenagem à primeira missa realizada no local, era o ter- mo selecionado pela Igreja; já Brasil — que vinha da rica madeira com seiva vermelha, além de se associar ao diabo — era o preferido dos comerciantes. Ganhou, ao menos nessa circunstância, o nome do mercado.(Lilia Schwarcz)



“E se o Brasil tivesse 100 pessoas?"
De um jeito simplificado estas 100 pessoas seriam:
👩🏻52 mulheres
👨🏽48 homens
👨🏻‍💼46 de 30 a 59 anos
👦🏽20 de 14 a 29 anos
👶18 menos de 14 anos e
👴🏼16 teriam 60+ anos de idade.
🏭42 delas morariam no sudeste
🛤8 no centro-oeste a minoria
👨🏽46 pardos
👨43 brancos
👨🏿10 pretos
👨🏻1 amarelo ou indígena nativo
🏠86 morariam em casa e
🏣14 em apartamentos
💻42 delas teriam computador
👨‍💻79 acesso a internet
📱95 algum tipo de telefone
📺96 teriam televisão


    Em referência do que foi explicado nas aulas, no conhecimento próprio de vida e dos textos base de referencia, faça uma redação (titulo, introdução, desenvolvimento e conclusão) sobre o tema: 

                                Brasil: Um museu de grandes novidades? 











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